Feminismo deve sua existência ao patriarcado

Gostando ou não; devemos ao avanço tecnológico produzido pelo patriarcado, a mudança das relações de trabalho, a qual levou a maior escolarização de homens e mulheres gerando assim as bases para o surgimento do feminismo. Por isso, surge a certeza de que o patriarcado, até aqui, é o modelo social mais capaz de preservar e desenvolver o progresso civilizatório humano.

Nesta ótica, o feminismo torna-se a evolução natural do patriarcado. Porque sem ele as mulheres morreriam mais cedo e seus filhos seriam expostos às mazelas da orfandade como abuso físico e sexual, fome e dificuldade de acesso à educação. Ou não teriam filhos, viveriam unicamente para si e para o seu próprio desenvolvimento. Veríamos um número maior de mulheres abortando ou abandonando sua prole quando suas vidas estivessem em risco.

Isto é visto em várias situações como nas quais as mulheres vivenciam o desamparo no momento da gravidez afetando seu estado emocional e sua disponibilidade no cuidado consigo e com o recém-nascido. Vê-se também que as mães destas mulheres viveram situações semelhantes e suas filhas repetem o desamparo com respeito aos filhos. Assim a ausência dos benefícios do patriarcado causa sofrimento, e repetição do sofrimento que atravessa gerações.

No ocidente, entre as classes mais “endinheiradas” o feminismo está muito bem desenvolvido e é ,cada vez mais, desejável. E vem, diligentemente, estendendo-se às classes mais pobres. Neste ambiente, querer determinar qual é o lugar das mulheres ou a forma de vida delas (vestimenta, dever/necessidade de estudar, paridade, expressão sexual, etc) é tomar uma atitude ofensiva e inaceitável. Ainda assim, é preciso consolidar os direitos femininos e ajudar a aumentar suas fronteiras para além da intelectualidade e da riqueza.

Infelizmente, nos dias atuais, vemos o conceito de feminismo sendo confundido com o de femismo de forma proposital e perversa. A defesa do desejo legitimo de ter resguardados os seus anseios de crescimento pessoal, cultural, sexual e econômico requerido pelas mulheres e que são inerentes a todo ser pensante vem sendo associado a desnecessária demonização do homem e desvalorização das conquistas deste.

Sentia-me uma feminista uma vez que me identificava com seu conceito mais popular e sedutor: feminismo é um movimento político, filosófico e social que defende a igualdade de direitos entre mulheres e homens.” Após estudar mais e ler livros feministas, abandonei esta idéia.

E quero me afastar o máximo possível do movimento femista que “é a ideologia que prega a superioridade do gênero feminino sobre o masculino. O femismo é marcado pelo preconceito de gênero, neste caso o masculino. As pessoas femistas costumam humilhar, desvalorizar, utilizar comentários e atitudes agressivas em relação aos homens.”

Nas palavras de Marcus Valerio XR, editor do A Voice for Men – Brasil, em https://br.avoiceformen.com/historia/em-defesa-do-patriarcado/

“PATRIARCADO é um conceito que ao menos num ponto é pacífico, trata-se de um sistema social onde a função paterna é reconhecida e valorizada, e ao assumir a Responsabilidade por uma família, se torna inevitável que sobre a mesma tenha alguma Autoridade, pois esses valores jamais podem ser desassociados sem produzir terrível injustiça. Hoje a autoridade do marido sobre a esposa não mais se justifica porque ele não é mais legalmente responsabilizado pela segurança dela, nem por suas eventuais dívidas ou crimes, mas vivendo num mundo muito mais perigoso que o atual, a sobrevivência era preocupação prioritária, e suprir essa função sempre coube aos machos da espécie, não somente por sua maior desenvoltura física, mas também pela sua dispensabilidade em termos reprodutivos.A morte de uma dezena de homens não causa a perda de potencial reprodutivo da morte de uma única mulher, e se houve sociedades que colocaram suas mulheres em risco tanto quanto seus homens, seguramente não duraram muito tempo.Assim, o Patriarcado é o modelo de sociedade onde os homens abrem mão de sua liberdade e irresponsabilidade para trabalhar não somente para si próprios, mas em prol de uma ou mais mulheres em especial, e das proles destas, e a principal coisa que pedem em troca é a fidelidade sexual como forma de garantir sua patrilinearidade.

Muitas mulheres não possuem o privilégio de beneficiar-se do patriarcado, ou seja, ter um pai responsável, protetor e que ama sua mulher e filhos, a ponto de fomentar o crescimento intelectual da família. Ter um pai assim prepara a filha para ser uma mulher independente, dona da própria vida e dos meus projetos e a habilita à liderança. Essa mulher é capaz de mudar o mundo.

De qualquer forma, caminhamos para a linguagem do amor descrita por Içami Tiba, na qual todos ganham independentemente de onde e de quem sejam o EU e o TU. Ele diz:

“Se o Tu estivesse em nível abaixo, o Eu deveria ajudá-lo.
Se o Tu estivesse no mesmo nível, o Eu deveria se associar a ele.
Se o Tu estivesse em nível acima, o Eu de veria admirá -lo.
Sobreviverão em paz não os mais fortes, os mais famosos, os mais poderosos, mas os que melhor se adaptarem às mudanças.”