Depois de tudo, só cabe dizer: sim, eu aceito

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Ainda existia ORKUT. Ele me procurou mas eu nem tinha um perfil lá. Fiz um só para ver se o encontrava. Era pra ser.

Quem diria, nós uma dupla improvável (uma doida e um certinho). E não é que a doida ficou um pouco certinha e o certinho um pouco doido? É, fomos nos encaixando devagarinho. Milagres que só o amor é capaz de realizar nos tornando melhores enquanto buscamos a felicidade.

Por alguns momentos nos afastamos e até desejamos não nos ver “nunca mais”. Mas o que fazer com a falta do outro, o que fazer com a vontade de ver “aquela criatura” mesmo que seja de longe. O que fazer quando tu vê um carro igual ao dele em toda a parte? O que fazer se todas as mulheres fazem lembrar dela? O que fazer quando estar longe dói demais?

De repente vimos que, de tão perto, estávamos dentro um do outro. De repente vimos que não havia para onde fugir. Ou melhor: de quem fugir. Estávamos definitivamente ligados, selados, costurados, colados. De repente, estávamos absurdamente expostos, absurdamente vulneráveis. Definitivamente decifrados. Fatalmente a mercê um do outro.

Tantas confidencias, tantas fragilidades reveladas, tanto carinho, aconchego e calor não permitiam afastamentos. Então, começamos a brigar juntos, ficar mal humorados juntos, a pedir desculpas juntos e o mais rápido possível, porque o bom é amar juntos, dormir juntos, escovar os dentes juntos, pagar as contas juntos, criar as filhas juntos. Rir juntos, sonhar juntos…

Percebemos, ainda assustados mas felizes, que juntos nos fazíamos mais fortes e capazes. E toda exposição e vulnerabilidade eram a matéria-prima que nos unia. Havíamos, enfim, dado o salto.

E saltando como loucos, gritando com fé “seja o que Deus quiser” chegamos aqui.

E Deus quis. Aleluia!!!

E Ele nos permitiu aprender, um com o outro, um amor que acolhe imperfeições, um amor que perdoa, um amor que entende que “diferenças não são defeitos”.

Como diz a música:

“Lucky I’m in love with my best friend

Lucky to have been where I have been

Lucky to be coming home again”

Então, depois de tudo, só podemos dizer emocionados e serenos: sim, eu aceito

2 comentários sobre “Depois de tudo, só cabe dizer: sim, eu aceito

    1. Margarete

      O acaso nunca é por acaso, as coisas simplesmente acontecem, como é bom poder amar e ser amada, e quando a alma é gêmea o amor se completa.

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