Toda mulher pode ter orgasmo

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Oi, guria! Eu estava pensando sobre o orgasmo feminino e a palavra frigidez me veio à mente. Você sabe que ela, a tal frigidez, é a ausência de resposta ao estímulo sexual,  e é queixa comum entre as mulheres?

Você pode ser acusada de ser frígida porque lhe falta interesse sexual ou porque o orgasmo é coisa de que só ouviu falar. Enquanto isso, uma grande porção de mulheres a sua volta parecem ter a vida sexual maravilhosa. Bem ruim isso, né? Por que logo pra você  o tal orgasmo se esconde?

Caramba!! Você tem um parceiro bem interessante, carinhoso e gostosinho. Por que não acontece, então?

Dá vontade de sair correndo cada vez que ele chega perto? E dizer que não quer é difícil? Tem medo que ele pense que você é doente(louca)? E se ele for embora? E se achar outra? Quanto medo… !

Bem, dizem que dá pra fingir! Mas será uma boa opção?

Se você  não falar vai perder a oportunidade de resolver a questão. Mesmo sabendo disso, a maioria das mulheres sofre em silêncio e os homens perdem a oportunidade de aprender conosco. Por que, infelizmente, a maioria dos homens não sabe como excitar uma mulher, são muuuito ignorantes  mesmo. Boa parte deles pensa que as mulheres têm um orgasmo porque existe penetração. Mas isso é assunto pra outro post.

Olha, eu te digo que esse papo de ser frigida não existe. O que existe é mulher reprimida, ansiosa, insegura e um montão de homens que não sabem de nada. Nossa sexualidade é tão complexa, é feita de tantos elementos. É construída de maneira única por cada uma de nós: o quanto de afeto recebemos de nossos pais, a relação que temos com nosso corpo, o quanto fomos acariciadas, na infância e agora pelos nossos parceiros, ou não…

Dizem que sexo começa na cabeça, mas acho que também começa é no coração. Sabe aquilo que eu disse lá em cima “reprimida, ansiosa, insegura”. Corrigir esses sentimentos é o que nos falta para alcançar o máximo de prazer sexual.

Antes de aceitar a acusação de ser frigida, lembre como o sexo era visto na tua família. Seus pais eram carinhosos entre si e com os filhos? Havia troca de abraços, beijos, palavras afetuosas e construção de uma cumplicidade familiar? Havia a certeza de ser amada pelos seus pais? A verdade de ser o que você é era aceita, acolhida?

Pense bem. Como não ser reprimida sexualmente se o sexo era visto como algo secreto( e sujo ?) mesmo que ninguém falasse essas palavras dava para sentir. E para chegar a essa conclusão basta que você nunca tenha visto seus pais rindo juntos, aquele riso que a gente, como criança, não entende e fica pensando que eles são meio bobos.  Basta que eles não olhassem um para o outro de uma forma única, diferente, particular e cúmplice. É a vida sexual ruim dos pais pode se tornar uma sentença de fracasso para os filhos.

Insegura? Claro. Veja bem, sem se sentir acolhida e aceita na sua forma mais primitiva e necessitando disso para sobreviver física e afetivamente, tu pode ter te tornado perita em antecipar o desejo alheio e ter criado o medo de não agradar. Passou tanto tempo fazendo o que os outros queriam que já nem lembra mais dos teus próprios desejos.

E assim, como não ser ansiosa… Já espera não ser aceita, já se vê como imperfeita. Isso forma tanto medo de errar, de ser inadequada, de desagradar, de ser abandonada, de morrer…

Acorda, guria!

Se tem um homem contigo que se mostre disponível, que faz pequenas coisas pra te agradar e que quer te dar prazer, fale. Se mostre, se solte. Deixe de se preocupar com o prazer dele e concentre-se no seu. Arrisque; faça coisas que te pareciam loucura. Olhe seu corpo com amor e agradeça por ele. Apesar de não ser um corpo de “paniquete”, você tem um corpo e é só através dele que o prazer chega. Cultive seu auto erotismo, ou seja, deseje-se, afague-se, trate-se bem. Diga coisas boas pra ti mesma.

O caminho pede ser longo e trazer dificuldades, mas só vence quem luta, só chega quem se poem a caminho.

Estamos todas juntas nessa. Encontre alguém confiável e trabalhe as melhorias. Tenho certeza de que tu vencerá.

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 Clarice Prado Lopes

mulher madura e ginecologista